Como prometido aqui vamos deixando as notícias sobre a nossa cidade (para já ainda sobre o seu nascimento e desenvolvimento).. Bom, então é assim:
No encontro do passado sábado o grupo decidiu que na nossa cidade iria existir um local para o nosso encontro mais silencioso com Jesus; iríamos ter também um local de descontração e lazer e também um lugar onde as nossas reuniões e partilhas de catequese pudessem acontecer…Assim, e depois dos meninos(as) expressarem as suas opiniões, chegamos aos seguintes nomes para estes cantinhos:
A aldeia da oração (assim denominaremos o local de encontro com Jesus);
A aldeia do lazer (nome dado ao cantinho da descontração);
A VILA da Palavra (aqui será o nosso local de reuniões e de “fazer” catequese)…
Depois disto, apontamos baterias para as tarefas que nos tínhamos proposto elaborar: o hino da nossa cidade; o nosso cartão de cidadão; a nossa placa/símbolo e a bandeira da nossa cidade do Cristão.
Cada menino(a) escolheu o grupo para o qual queria contribuir, e acordamos entre todos, que no próximo sábado traríamos as ideias que nos surgiriam para o grupo em que cada um ficou.
Até sábado…
E já agora: vão deixando as vossas ideias.
Queria apenas deixar um pequeno testemunho:
Este ano, um pouco no seguimento do que temos vindo a fazer no nosso grupo, decidi embarcar no desafio de fazer uma catequese bem diferente.
Quando o Padre Carlos, no final do ano catequético passado desafiou os catequistas de Sequeirô, (aqueles que assim o desejassem e se sentissem à vontade), para esboçar o seu próprio programa para a catequese do ano seguinte (sem esquecer obviamente a parte da Palavra e da Doutrina), achei o projecto deveras aliciante….Confesso que nunca fui grande fã dos nossos catecismos…posso dizer que fui mesmo, uma rebelde aos mesmos.
Decidi então apostar num projecto, bem diferente: fazer catequese a partir de uma cidade criada, gerida, partilhada, organizada e defendida pelo grupo…Partilhei a ideia com o Padre Carlos, e apesar de não poder falar por ele, acho que posso dizer que somos os dois uns entusiastas desta ideia e deste projecto…
Mas, MAIS, MUITO MAIS importante que o nosso entusiasmo, é o entusiasmo do grupo: não é uma ideia fácil de traduzir a crianças de 9 anos, mas o grupo captou-a bem, e digo-vos que estão muito empenhados.
Parece agora no inicio, que estamos a marcar passo, sem MUITA catequese no sentido puro (do senso comum), mas estou certa (ou assim acredito) que conseguirá ser ainda mais profunda que uma catequese meramente convencional…
Acredito que não interessa despejar muito conteúdo, se não forem os miúdos a ter um papel interventivo nessa catequese..
Afinal, dar-lhes a hipótese de dar opinião e escolher o que é mais importante para a SUA cidade, é dar catequese..ou não???
Bem, não foi propriamente um “Pequeno” testemunho, mas é um testemunho sincero, de quem acredita na catequese 2.0.
Uma das questões que deve estar presente quando um catequista pensa em catequese, não é fazer dinâmicas na catequese, mas transformar a catequese em algo mais dinâmico.
É urgente envolver as crianças no seu proprio crescimento de fé, valorizando as suas experiências, seus ritmos, suas linguagens. É preciso nunca esquecer para quem nos estamos a dirigir, e qual a melhor metodologia.
Com o intuito de envolver as crianças, e de converter o catequista num orientador e num facilitador de contextos educativos verdadeiramente significativos, e não como meros transmissores de teorias para quem deve ter uma atitude de deposito passivo, lancei o desafio às catequistas.
Respeitando o ritmo e experiências individuais, cada uma irá desenvolver um projecto, nao um programa rigido e inflexivel, e pouco significativo.
Este projecto, a cidade do cristão, constitui um verdadeiro desafio para a catequese 2.0. Será objecto de reflexão e análise para aprofundarmos a experiência. Pretendemos chegar longe. Mas tudo começa por sabermos ouvir as crianças. Sem elas nada. Efectivamente, partilho a alegria e entusiasmo das crianças, e elas têm mais competências do que aquelas que poderiamos imaginar.
Que este blogue seja um lugar para partilhar essas experiências, de as crianças partilharem o seu envolvimento e conquistas, e de todos reflectirmos, porque irão surgir surpresas muito agradáveis… a seu tempo